Bens e
serviços
Quando vamos a um
supermercado comprar alimentos, produtos de limpeza ou eletrodomésticos,
estamos adquirindo bens. Em contrapartida, quando pagamos a passagem de ônibus
ou uma consulta médica, estamos comprando serviços.
Bens são todas as
coisas materiais colhidas na natureza ou produzidas para satisfazer
necessidades humanas. Serviços são as atividades econômicas voltadas para a
satisfação de necessidades e que não estão relacionadas diretamente à produção de
bens.
Um vendedor de
sapatos, por exemplo, presta o serviço de fazer chegar ao consumidor o produto
do fabricante. Um médico, ao utilizar seus conhecimentos para tratar um
'paciente, está prestando um serviço. Um taxista emprega sua habilidade em conduzir
veículos para o transporte de passageiros. Esses profissionais são prestadores
de serviços.
Em qualquer atividade
econômica, bens e serviços estão interligados. Uns dependem dos outros para
que o sistema econômico funcione. Bens e serviços resultam da transformação de
recursos da natureza em objetos úteis à vida humana. E isso só ocorre por meio
do trabalho nos processos de produção.
Produção, distribuição, consumo
Com nosso trabalho,
somos capazes de produzir alguns bens e realizar serviços que eventualmente
podemos utilizar. Entretanto, como um indivíduo isolado não é capaz de produzir
tudo aquilo de "que precisa, somos "obrigados" a viver em sociedade. Coletivamente ,
as pessoas participam da vida econômica, tendo como principais atividades a
produção, a distribuição e o consumo de bens e serviços.
Enquanto trabalham,
os operários estão atuando na produção. Como compradores de bens e serviços,
participam da distribuição. Quando consomem esses bens e serviços, estão
participando da atividade econômica na condição de consumidores. Consideremos,
por exemplo, o processo produtivo de uma fábrica de móveis. Primeiro, a árvore
(matéria bruta) é derrubada e serrada em grandes pranchas. Em seguida, essas
pranchas de madeira (matéria-prima) vão para a fábrica. Ali, são transformadas
em bens - mesas, cadeiras, etc. - por meio do trabalho dos operários, que
utilizam ferramentas e equipamentos. Finalmente, esses bens são enviados à
loja, que prestará o serviço de vendê-los ao consumidor.
Da matéria-prima ao produto final
Vamos considerar
outro exemplo. Em seu trabalho, a costureira transforma em roupa uma peça de
tecido de algodão - que é obtida de uma matéria-prima vegetal. Para isso, ela
trabalha com uma máquina de costura, utilizando linhas, botões, colchetes,
tesouras e agulhas. Seu trabalho também exige o consumo de energia elétrica
para a iluminação e para o funcionamento da máquina de costura.
Finalmente, com as
técnicas que aprendeu e a habilidade que desenvolveu, a costureira produz um
vestido. Entretanto, para que esse vestido existisse foi necessária uma
sucessão de trabalhos diferentes. Da lavoura do algodão ao último botão pregado
na roupa, houve trabalho humano - físico e mental.
Podemos dizer,
portanto, que o principal fator do processo de produção é o trabalho.
O processo de
produção é formado por três componentes principais associados: trabalho;
matéria-prima; instrumentos de produção.
O trabalho humano
Toda atividade humana
que resulte em bens ou serviços é considerada trabalho. É trabalho, tanto a
atividade do operário de uma indústria quanto a do engenheiro que projeta os
bens a serem produzidos pela fábrica. A atividade do artista que pinta um
quadro, que encena uma peça de teatro, ou que compõe uma música, também é
trabalho.
Todo trabalho resulta
da combinação de dois tipos de atividade: manual e intelectual. O que varia é a
proporção com que esses dois aspectos entram no processo de produção. O
trabalho de um operário é mais manual do que intelectual; em alguns casos,
quase exclusivamente manual. Apesar disso, exige certo esforço mental.
Já o trabalho de um
engenheiro é mais intelectual do que manual - a elaboração e os cálculos
necessários para projetar uma ponte, por exemplo. Entretanto, sua atividade tem
um aspecto manual, seja no manuseio dos instrumentos de trabalho, seja na
passagem da concepção do projeto para o papel.
Podemos concluir
então que não existe trabalho exclusivamente manual ou exclusivamente
intelectual, mas, sim, predominantemente manual ou predominantemente
intelectual.
Matéria Prima
Os componentes
iniciais do produto que no processo de produção são transformados até adquirirem
a forma de bem final são chamados de matéria-prima.
No exemplo da
costureira, sua matéria-prima são o tecido, a linha, os botões, os colchetes.
Todos eles participam na confecção da roupa. Por sua vez, a produção desses
componentes iniciais tem como matéria-prima objetos extraídos da natureza: o
algodão, a seda, o metal, etc.
De fato, antes de
serem transformados em matéria-prima, tais componentes encontram-se na natureza
sob a forma de recursos naturais.
MODOS DE PRODUÇÃO: A
HISTÓRIA DA TRANSFORMAÇÃO DA SOCIEDADE
Modo de produção é a maneira pela qual a
sociedade produz seus bens e serviços, como os utiliza e como os distribui. É
chamado também de sistema econômico. Modo de produção= forças produtivas +
relações de produção.
Cada sociedade tem uma forma própria de
produção, seu modo de produção. Este é constituído por fatores dinâmicos, que
estão em constante mudança: as forças produtivas, que se modificam com o
desenvolvimento dos métodos de trabalho, com o avanço tecnológico e científico;
e as relações de produção, também sujeitas a transformações. Com o tempo, o
desenvolvimento das forças produtivas acarreta mudanças e até ruptura (por meio
de revoluções) nos modos de produção. Esse processo de desenvolvimento é
responsável pelo surgimento de alguns dos principais modos de produção. São
eles: comunal primitivo, escravista, asiático, feudal, capitalista e
socialista. Agora vamos estudar aqueles que precederam o modo de produção
pré-capitalista.
Modo de
produção primitivo comunal: por volta de 10000 a .C., a espécie humana começou a cultivar
a terra, produzindo cereais, verduras, legumes e frutas. A comunidade primitiva
(ou modo de produção comunal) foi a primeira forma de organização humana. As
pessoas trabalhavam em
conjunto. A terra era o principal meio de produção. Tanto ela
quanto os frutos do trabalho eram propriedade coletiva, comunal, isto é, de
todos.
Não existia ainda a idéia de propriedade
privada dos meios de produção, portanto não havia a oposição entre
proprietários e trabalhadores. As relações de produção eram relações de
cooperação, baseada na propriedade coletiva dos meios de produção.
Modo de
produção escravista:
na sociedade escravista, os meios de produção (terras e instrumentos de
produção) e os escravos eram propriedade do senhor. O escravo era considerado
um instrumento, um objeto, como um animal ou uma ferramenta. As relações de
produção eram de domínio e de sujeição.
Os senhores eram proprietários dos portadores
da força de trabalho (os escravos), dos meios de produção (terras, minas,
oficinas artesanais, instrumentos de produção) e do produto do trabalho. Havia
um rígido controle dos escravos dominados e regras para regular a ordem social.
Foi necessário, portanto, que surgisse o Estado para garantir o interesse dos
senhores.
Modo de produção feudal: o modo de produção feudal predominou na Europa ocidental entre o século
V e o século XVI. Em alguns casos, prolongou-se até o século XVIII ou mesmo
XIX. A sociedade feudal estruturou-se sobre a divisão entre senhores e servos.
As relações de produção no feudalismo baseavam-se na propriedade do senhor
sobre a terra e no trabalho agrícola do servo.
Os servos
não viviam como os escravos; eles tinham o direito de cultivar um pedaço de
terra cedido pelo senhor, sendo obrigados, em troca, apagar-lhe impostos,
rendas, e ainda a trabalhar nas terras do senhor sem nada receber.. O servo
tinha direito ao usufruto da terra, mas não podia comprá-la ou vendê-la.
Outra
diferença importante entre o servo e o escravo é que o escravo era propriedade
do senhor, que podia vendê-lo, alugá-lo, emprestá-lo e até libertá-lo, se
quisesse. Já o servo, na condição de pessoa, não era propriedade de seu senhor,
mas estava ligado ao lote de terra no qual trabalhava. Caso o senhor vendesse
esse lote a outra pessoa, esta era obrigada a manter o servo na propriedade.
A economia
feudal, como a escravista, se baseava no campo. Só que, nesse sistema, as
cidades tinham pouca importância. Os proprietários dos meios de produção –
nobres e bispos – mantinham-se em seus feudos, tinham seus próprios exércitos e
gozavam de considerável independência política em relação ao rei.
Filme Tempos Modernos
Um clássico da sétima
arte que aborda de forma cômica a mecanização da mão de obra, o capitalismo dos
anos 30 e a desigualdade social.
A revolução industrial é
retratada em um ambiente de uma fábrica com engrenagens gigantes que opera com
processos de linha de montagem, baseado no modelo fordiano.
Há uma crítica à
desigualdade social, em que ficam claramente explícitas as diferentes
realidades da burguesia e do proletariado.
1) Depressão econômica
de 1929.
O filme mostra a vida
urbana dos Estados Unidos após a grande depressão econômica de 1929. É possível
abordar as consequências sociais que tal crise provocou: desemprego, fome,
aumento dos índices de violência.
2) Impacto da revolução
industrial.
É possível retratar o
impacto da revolução industrial com seus processos mecânicos que otimizaram a
produção e os lucros, mas promoveram igualmente o desemprego.
Relembrem a cena em que
Chaplin fica parafusando as coisas, mesmo em horário de descanso e quando
"parafusa" os botões da saia da secretária, e a cena antológica em
que ele é "engolido" pelas engrenagens da fábrica.
3) Substituição homem x máquina.
Como vocês percebem a
substituição do homem pela máquina e ela ainda acontece nos dias atuais e como
isso acontece?
4) A Televisão.
Em alguns momentos, o
diretor da empresa se comunica por uma tela de TV. Converse com seus alunos
sobre esse tipo de liderança e também faça um link com a apologia à TV, computador (leia-se
consumo) que os jovens e crianças vivem todos os dias.
5) A Tecnologia.
Uma temática bem atual,
as tecnologias contemporâneas, pode ser abordada por meio da análise da máquina
de refeições. Coisas simples devem ser substituídas por recursos tecnológicos?
Onde a tecnologia é necessária?
Exemplo: em uma sala de
escritório trabalham 10 funcionários. Eles usam redes sociais para convidarem uns aos
outros para tomar um cafezinho... Não seria mais fácil falar com o colega ou ir
até a mesa dele?
6) Movimentos sociais.
Analise os movimentos
sociais dos trabalhadores como greves e passeatas. Analise a
prisão injusta de Chaplin por estar apenas segurando a bandeira do manifesto.
Como estes movimentos sociais são vistos pela sociedade contemporânea?
7) Questionamento.
Por que Chaplin insiste
em voltar para cadeia?
8) Ideia de
prosperidade.
Depois que encontra a
jovem órfã, a vida do personagem ganha novo sentido. Qual a ideia de
prosperidade que ele manifesta?
9) Diferenças sociais.
O emprego de Chaplin na
loja de departamentos mostra claramente as diferenças sociais. Como isso é
mostrado e que outras situações do filme também abordam a mesma temática?
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