segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Filosofia : Do Renascimento ao Contemporâneo

Preparando a Prova:

FILOSOFIA DA RENASCENÇA( Renascimento)

É marcada pela descoberta de obras de Platão desconhecidas na Idade Média e de novas obras de Aristóteles, que passam a ser lidas em grego e a rece­ber novas traduções latinas, mais acuradas e fiéis. A época também se dedica à recuperação das obras dos grandes autores e artistas gregos e romanos e à imi­tação deles.
São três as grandes linhas de pensamento que predominavam na Renascença:
1- A natureza era concebida como um grande ser Vivo, dotada de uma alma universal (a Alma do Mundo) e feita de laços e vínculos secretos entre todas as coisas, unidos por simpatia e desunidos por antipatia. ( Idéia proveniente das leituras dos “Diálogos de Platão).
O homem era concebido como parte da natureza um microcosmo no macrocosmo e, por isso, pode agir sobre o mundo por meio de conhecimentos e práticas que operam com as ligações secretas entre as coisas, isto é, por  meio da magia natural, da alquimia e da astrologia.
2- Aquela originária dos pensadores florentinos, que valo­rizava a vida ativa (a política) e defendia a liberdade das cidades italianas contra o Império Romano-Germânico, isto é, contra o poderio dos papas e dos imperadores. Na defesa da liberdade política, recuperaram a ideia de república - tal como esta aparecia nas obras dos grandes autores políticos latinos, como Cícero, Tito Lívio e Tácito, bem como nos escritos de historiadores e juristas clássi­cos - e propuseram a"imitação dos antigos" ou o renas­cimento da república livre, anterior ao surgimento do império eclesiástico.
3- Aquela que propunha o ideal do homem como artífice de seu próprio destino, tanto por meio dos conhecimen­tos (astrologia, magia, alquimia) como por meio da po­lítica (o ideal republicano), das técnicas (medicina, arqui­tetura, engenharia, navegação) e das artes (pintura, es­cultura, poesia, teatro). "
Essas três grandes linhas de pensamento explicam por que se costuma fcilar no humanismo como traço predominante da Renascença, uma vez que nelas o homem é valorizado, colocado como centro do Uni­verso, defendido em sua liberdade e em seu poder criador e transformador.
A intensa atividade teórica e prática dessa época foi alimentada com as grandes descobertas  marítimas, que garantiam ao homem o conhecimento de novos mares, novos céus, nas terra e novas gentes, permitindo-lhe ter uma visão crítica de sua própria sociedade.
Essa efervescência cultural e política levou a críticas profundas à Igreja Católica Romana, culminando na Reforma Protestante, baseada na ideia de liberdade de crença e de pensamento.
Pesquisar os seguintes temas
1-     Teoria de Copérnico( Quem foi, o que defendeu e em que século viveu)
2-     Quem foi Galileu, onde viveu, em que século  e o que  idéias defendia?
3-     Quem condenou Galileu e por quê?
4-     O que foi a Reforma Protestante?


FILOSOFIA DO ILUMINISMO(meados do sec.XVIII ao início do século XIX)
Esse período também crê nos poderes da razão, chamada de As Luzes (por isso o nome Iluminismo). O Iluminismo afirma que:
a) pela razão, o homem pode conquistar a liberdade e a felici­dade social e política (a filosofia da ilustração foi decisiva para as ideias da Revolução Francesa de 1789);
b) a razão é capaz de aperfeiçoamento e progresso, e o homem é um ser perfectível A perfectibilidade consiste em libertar-se dos preconceitos religiosos, sociais e mo­rais, em libertar-se da superstição e do medo, graças ao avanço das ciências, das artes e da moral;
c) o aperfeiçoamento da razão se realiza pelo progresso das civilizações, que vão das mais atrasadas (também chama­das de "primitivas” ou “selvagens”) às mais adiantadas e perfeitas (as da Europa ocidental):
d) há diferença entre natureza e civilização; a natureza é o reino das re:ações :"necessárias de causa e efeito ou das leis naturais universais e imutáveis, enquanto a civilização é o reino da liberdade e da finalidade proposta pela vonta­de livre dos próprios homens em seu aperfeiçoamento moral, técnico e político.
 A natureza é o reino da necessidade, isto é, das coisas e acontecimentos que não podem ser diferentes do que são; a civilização é o reino da liberdade, isto é, onde os fatos e acontecimentos podem ser diferen­tes do que são porque a vontade humana pode escolher entre alternativas contrárias possíveis.
Nesse período há grande interesse pelas ciências que se relacionam com a ideia de transformação progressiva e, por isso, a biologia terá um lugar central no pensamento ilustrado, pertencendo ao campo da Filosofia da Vida. Há igual­mente grande interesse e preocupação com as artes, na medida em que elas são a expressão por excelência do grau de progresso de uma civilização.
Data também desse período o inte­resse pela compreensão das bases eco­nômicas da vida social e política, surgin­do uma reflexão sobre a origem e a for­ma das riquezas das nações, com uma controvérsia sobre a importância maior ou menor da agricultura e do comércio, a qual se exprime em duas correntes do pensamento econômico: a corrente fisiocrata (a agricultura é a fonte principal das riquezas) e a mercantilista (o comércio é a fonte principal da riqueza das nações).
Os principais pensadores do período foram: Hume, Voltaire, D'Alembert, Diderot, Rousseau, Kant, Fichte e Schelling.
Observação: Pesquisar se os ideais da Revolução Farroupilha  foram influenciados pelas idéias iluministas: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Filosofia contemporânea

Abrange o pensamento filosófico que vai de mea­dos do século XIX e chega aos nossos dias. Esse pe­ríodo, por ser o mais próximo de nós, parece ser o mais complexo e o mais difícil de definir, pois as di­ferenças entre as várias filosofias ou posições filosó­ficas nos parecem muito grandes porque as estamos vendo surgir diante de nós.

História e Progresso_
O século XIX é, na filosofia, o grande século da descoberta da história ou da historicidade do homem, da sociedade, das ciências e das artes. É particularmen­te com o filósofo alemão Hegel que se afirma que a história é a realidade, que a razão, a verdade e os seres humanos são essencial e necessariamente históricos.
Essa concepção levou à ideia de progresso, isto é, de que os seres humanos, as sociedades, as ciências, as artes e as técnicas melhoram com o passar do tem­po, acumulam conhecimento e práticas, aperfeiçoan­do-se cada vez mais, de modo que o presente é melhor e superior se comparado ao passado, e o futuro será melhor e superior se comparado ao presente.
Essa visão otimista também foi desenvolvida na França pelo filósofo Augusto Comte, que atribuía o progresso ao desenvolvimento das ciências. Essas ciências permitiriam aos seres humanos" saber para prever, prever para prover", de modo que o desenvol­vimento social se faria pelo aumento do conhecimento científico e do controle científico da sociedade. É de Comte a ideia de "ordem e progresso", que viria a fazer parte da bandeira do Brasil republicano.
No entanto, no século XX, a mesma afirmação da historicidade dos seres humanos, da razão e da socie­dade levou à ideia de que a história é descontínua e não progressiva, cada sociedade tendo sua história própria em vez de ser apenas uma etapa numa história universal das civilizações.             .
A ideia de progresso passou a ser criticada porque serve de desculpa para legitimar colonialismos e impe­rialismos - os mais "adiantados" teriam o direito de dominar os mais " atrasados" . Passou a ser criticada tam­bém a ideia de progresso das ciências e das técnicas, mostrando-se que, em cada época histórica e para cada sociedade, os conhecimentos e as práticas possuem sen­tido e valor próprios, e que esse sentido e esse valor de­saparecem numa época seguinte ou são diferentes numa outra sociedade, não havendo, portanto, transformação contínua, acumulativa e progressiva da humanidade.

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